
O dia ainda nem chegou
e o canto do galo
parece pedido
de socorro.
Sussurra ao meu tribunal interior
que sou relapso
e preguiçoso.
Concordo.
Me recolhi
tarde da noite.
Mas não pedi
opinião de galo
muito menos
seu desaforo!
Hoje me dei conta de que seu travesseiro repousa junto ao meu, no lado esquerdo da minha cama - e pensei no Lobo da Estepe, aquele Harry Hal...
A concisão que gostaria de falar não cabe em caracteres. Isso me castra o verbo. Súmula, pois: poema redondo, podado, limpo mas cru. Acho que falta um pouco mais de sujeira nele, se é que me permite o dizer. Já fui das muitas metrias, apesar dos poucos anos nos ombros. Hoje deixo que as coisas escorram, muito embora às vezes beire a verborragia. Se meu texto e lá, o do Fábio Júnior, paulada foi, esse seu texto é como uma surra de toalha molhada: não deixa marcas mas dói quando ocorre. Só quem conhece a palavra percebe. E com certeza: quando não se consegue escrever, pelo menos para nós, viciados nas palavras, não se consegue ler. Mesmo assim, deixou-me sem palavras. Um abraço, Eduardo Frizzo.
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