DEUS SEGUNDO LAERTE


Deus tem que rosto para você?

Que personalidade, que fraquezas?

Será que ele fica de mau humor, sente tédio, sonha?

Nas tirinhas do Laerte, Deus é representado como um senhor velho de barbas brancas. Simpático, com características humanas. Alguém que negocia com os novos emigrantes que chegam da Terra. É compreensivo, mesmo que às vezes tenha vontade de “mandar alguns para o diabo!”.

Frei Beto, que prefacia o livro, diz que Laerte “faz um santo humor. Livra-nos daquela imagem de um Deus carrancudo, mal humorado, provedor do inferno, para nos aproximar da imagem evangélica que Jesus nos passa: Deus é amor, mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos, como dizia Santo Agostinho. Portanto, se brincamos com tudo que nos é íntimo, por que excluir Deus de nosso bom humor e carinho?”

Parece-me legal dialogar com um Deus tolerante, que às vezes se lamenta, outras vezes ri de nossas bizarrices. Quem de vocês não pediu a Deus para mostrar quais números vão cair na loteria?





Vamos tentar entender o caso da lotérica de Novo Hamburgo. Deus atendeu o pedido daqueles apostadores, deu na mosca os números que eles tinham escolhido apostar, mas a funcionária esqueceu de registrar o jogo. Intriga do Diabo, ou apenas um esquecimento de uma pobre mortal?


Ou Deus estava entediado, e resolveu se divertir um pouco...


Talvez Deus tenha chorado de pena daqueles que jogaram no bolão e, mesmo assim, não receberam o dinheiro! Ou não. Ou, quem sabe, Deus tenha mandado o seguinte recado para nós:


- Mas que diabo! Parem um pouco de pensar em dinheiro!







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