quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Um estranho amor

 


Acreditam que um dia vou agarrar a boia
que elas vão jogar, quando estiver afundando
em alto mar.
Mesmo com semblante sério e interessado,
sei que, por dentro, elas riem cascatas
quando digo que ganharia prêmios literários
se tivesse mais tempo, ou se direcionasse a libido
para a criação.
Elas acendem holofotes de um estranho amor,
e eu jamais serei curado.

Do livro
CAMINHANDO NA CHUVA SEM ME MOLHAR.

A dona do hospício

  Malukinha trancou-me a sete chaves no quarto mais protegido da casa. Não que eu seja perigoso - sou apenas noiado, o que, no fundo, é quas...