quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Poeta pateta!





Tudo corria bem, obrigado
até notar a flor amarela
na cabeça dela
aí eu fiquei grilado
uma flor desse tamanho
na sua cabeça castanha
até pensei dizer a ela
meu deslumbramento
com a descoberta
porém desisti, é claro,
não queria passar
por sujeito estranho
e até meio pateta
que ainda não descobriu
como se faz
pra ser poeta!

Passos de bailarina



As carinhas que cruzei na calçada, 
pareciam vacilar de-vagar pelas quebradas. 
Esquisita sina, não encontrei nenhum passo de bailarina.
Todo mundo anda com medo, 
ou isso é coisa de poeta louco, 
e só eu percebo?

Não adianta fugir

Ela usa minhas canetas para prender o cabelo. Tenho medo que o exílio das canetas expulse minhas ideias e detone meu cérebro - seria o fim ...