quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vidraça




A chuva envidraçou



Uma tela surreal


Com sua tinta incolor.






As nuvens no céu

eram para o menino


orquestras

de dinos e monstros.



Fiz a bolha de sabão


na garrafa de minha idade


abusei da infância


no tropel de


minhas brasas...



E abri vertentes


de mãos e rugas


doidas das minhas

asas!


A dona do hospício

  Malukinha trancou-me a sete chaves no quarto mais protegido da casa. Não que eu seja perigoso - sou apenas noiado, o que, no fundo, é quas...