quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

LUA ATRÁS DO TELHADO



Estava na ante-sala

e seus passos

pediam socorro

às lajotas.



Usava short

peircing no nariz

e tinha olhar assustado

pra estremecer

gengivas e lábios.



Recordo o episódio

emocionado ao avistar a lua cheia

sair detrás do telhado de um prédio.



Não quero pensar

sou todo sentir

- sem rancor nem ódio -

e enxergar a moça e a lua

turbinando de vida

o tédio.

Não adianta fugir

Ela usa minhas canetas para prender o cabelo. Tenho medo que o exílio das canetas expulse minhas ideias e detone meu cérebro - seria o fim ...