Mãe e filho precoces. O pai desaparece. É fácil olhar do outro lado
da rua e julgar a realidade que, nua, a nossos olhos se transveste. Estou no
meio do povo e faço de conta que dou conta de toda a verdade. Meus olhos usam
filtros, leis, mordaças, e são cruéis com a realidade. Ajusto, ajusto, até
ficar satisfeito com os limites de minha compreensão. Também minha palavra foi forjada por duras ferramentas. A palavra que busco ao poema é outra – sempre
- e foge, se distancia, como uma sombra. Ou dá o bote, como uma serpente.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)
Metade lobo, metade homem
Hoje me dei conta de que seu travesseiro repousa junto ao meu, no lado esquerdo da minha cama - e pensei no Lobo da Estepe, aquele Harry Hal...
-
Uma luz colorida baixou. pensei: é hoje! Um sinal, talvez, de que pertenço a um mundo melhor, onde ninguém morre antes da hora, as criança...
-
Eu trago comigo algum consolo, baby, de ter dançado entre vinis riscados enquanto o mundo ardia nas entrelinhas dos jornais. Me ensin...
