Acabou o filme e as crianças aplaudem, não sei se eufóricas, decepcionadas ou indiferentes.
Aplaudem o filme, o teatro, a história, por educação, alegria ou pela força do hábito.
No final desse ano vou aplaudir, com euforia, o que fiz (não, não vai ser pelo dinheiro, que esse foi tão pouco...). Foram novos ensaios, novos amigos(as), e descobertas que colhi por inventar outras formas de agir.
E você, leitor e/ou leitora, vais dedicar-te muitas palmas no final deste mês?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
LEMBRANÇAS DE NATAL
A imagem de Natal que guardo comigo não é a de uma torre, com dezenas de metros de altura, e milhares de lâmpadas coloridas e piscantes, num lugar movimentado e vistoso de um grande centro urbano.
Minha lembrança latente é a de uma estrela, imensa e misteriosa, que indicou aos Reis Magos o lugar de nascimento daquele menino simples, filho de pais pobres, e que veio nos mostrar outros (novos) caminhos: o da simplicidade, humildade, altruismo, liberdade e amor.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Pequenas observações sobre a vida em outros planetas - Ricardo Silvestrin
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
CACASO - do livro LERO-LERO (1967-1985)

RITO
Cadê o queijo que estava aqui?
O gato comeu.
Gato filho da puta.
LÓGICA MENOR (DE IDADE)
Nem todo guerreiro guerreia
nem todo Pacífico é de paz
nem todo Constante é constante
mas a Gracinha é gracinha
MINORIDADE
Sou criança mas não sou
bobo
CONSOLO NA PRAIA
A beleza passa mas a inteligência
permanece
CARTEIRA PROFISSIONAL
Não sou amado no amor: sou
amador
O LUGAR DA TRANSGRESSÃO
Encontrei um sapo cochilando dentro de
minha botina. Nunca me meti em botina
de sapo. Que liberdades são essas?
ROTINA
Uma comissão de urubus inspeciona
o pasto desde ontem. Foi cascavel novamente.
SÃO FRANCISCO
O velhinho saiu da janela pra não ser
fotografado.
Coisa de criança.
MODA DE VIOLA
Os olhos daquela ingrata às vezes
me castigam às vezes me consolam.
Mas sua boca nunca me beija.
LÁ EM CASA É ASSIM
Meu amor diz que me ama
mas jamais me dá um beijo
pra continuar rejeitado assim
prefiro viajar para a Europa.
SERESTA AO LUAR
Desde que declarei meu amor nunca
mais me olhou de frente.
domingo, 6 de dezembro de 2009
DO LIVRO "CLASSIFICADOS POÉTICOS" - Roseana Murray

Menina apaixonada oferece
um coração cheio de vento
onde quem quiser pode soprar
três sementes de sonho.
O coração da menina
ilumina as noites escuras
como se fosse um farol.
É um coração como todos os outros:
às vezes diz sim
às vezes diz não
às vezes diz sim
às vezes diz não
e tem sempre uma enorme
fome de sol.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
SEM ASSUNTO

Não sei se foi furacão tornado que passou por Ijuí.
Só sei que me entornei, qual árvore torturada no liquidificador.
E foi assim que esse (tão) pouco pude escrever.
Seus olhos
consoantes
a vogais
sublinhavam
tônicas
trêmulas
a boca DJ
cuspia
canções
tetraplégicas
nem tosse
nem rinite
alérgica
era overdose
da adrenalina
biotônica.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
LUA ATRÁS DO TELHADO

Estava na ante-sala
e seus passos
pediam socorro
às lajotas.
Usava short
peircing no nariz
e tinha olhar assustado
pra estremecer
gengivas e lábios.
Recordo o episódio
emocionado ao avistar a lua cheia
sair detrás do telhado de um prédio.
Não quero pensar
sou todo sentir
- sem rancor nem ódio -
e enxergar a moça e a lua
turbinando de vida
o tédio.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
CADÊ A SAÍDA?

Contou-me uma amiga que, desde pequena, ao se enredar numa frustração, ou diante de algum problema sem imediata solução, levava as mãos aos cabelos – alisava, ajeitava, enfeitava. E o faz até hoje. Além dos cuidados com os seus cabelos, devora barras de chocolate e assiste punhados de desenhos animados.
Barão de Munchausen é um personagem de aventuras em que o herói realiza façanhas pra lá de impossíveis do ponto de vista da normalidade e da compreensão lógico-racional. Numa das aventuras o barão, montado em seu cavalo, depara-se afundando num pântano de areia movediça. Está perdido, pois não pára de afundar. Nisso o barão é iluminado pela seguinte idéia: puxar-se pelos próprios cabelos e, assim, sair do buraco em que afundavam, ele e o cavalo.
Em filosofia esse recurso é visto como um problema lógico insolúvel, uma situação em que não há saída. Por exemplo, ao apresentarmos a defesa de uma idéia e, para isso, recorremos a uma premissa absurda – porque não tem sustentação lógico-racional.
Todo o dia, desde crianças, engolimos frustrações, porque vivemos o jogo de estímulos e apelos constantes para desejarmos ter alguma coisa, (e a sua relação com um ideal de felicidade – identificar-se com os objetos de consumo), e a negação disso tudo, tendo em vista nossa condição social e existencial. Nesse jogo entre oferecer e negar, vamos empilhando frustrações.
Diante dos nãos que a vida e a sociedade nos dão, é preciso buscar saídas. E a maioria, em vez de buscar uma luz em si mesma, volta-se para o exterior. Uma religião, grupo de boêmios, drogados ou, até, nos medicamentos (faixas pretas).
Com certeza, a literatura serve como grande auxílio para fortalecer nosso eu. Os grandes textos, romances, poemas etc., com seus personagens (heróis, vilões), bem como os valores que estão em jogo, vão fortalecer os alicerces de nosso eu interior. Assim estaremos melhor preparados para enfrentar tsunamis e tempestades.
Podemos alisar os cabelos, ficarmos horas diante do espelho, ou sonhar com saídas absurdas para nossos problemas. Mas eles, os problemas, vão e voltam. Por isso necessitamos fortalecer nossas defesas. Que tal um bom livro na cabeceira da cama, em vez de caixas de remédio em cima da cômoda?
Barão de Munchausen é um personagem de aventuras em que o herói realiza façanhas pra lá de impossíveis do ponto de vista da normalidade e da compreensão lógico-racional. Numa das aventuras o barão, montado em seu cavalo, depara-se afundando num pântano de areia movediça. Está perdido, pois não pára de afundar. Nisso o barão é iluminado pela seguinte idéia: puxar-se pelos próprios cabelos e, assim, sair do buraco em que afundavam, ele e o cavalo.
Em filosofia esse recurso é visto como um problema lógico insolúvel, uma situação em que não há saída. Por exemplo, ao apresentarmos a defesa de uma idéia e, para isso, recorremos a uma premissa absurda – porque não tem sustentação lógico-racional.
Todo o dia, desde crianças, engolimos frustrações, porque vivemos o jogo de estímulos e apelos constantes para desejarmos ter alguma coisa, (e a sua relação com um ideal de felicidade – identificar-se com os objetos de consumo), e a negação disso tudo, tendo em vista nossa condição social e existencial. Nesse jogo entre oferecer e negar, vamos empilhando frustrações.
Diante dos nãos que a vida e a sociedade nos dão, é preciso buscar saídas. E a maioria, em vez de buscar uma luz em si mesma, volta-se para o exterior. Uma religião, grupo de boêmios, drogados ou, até, nos medicamentos (faixas pretas).
Com certeza, a literatura serve como grande auxílio para fortalecer nosso eu. Os grandes textos, romances, poemas etc., com seus personagens (heróis, vilões), bem como os valores que estão em jogo, vão fortalecer os alicerces de nosso eu interior. Assim estaremos melhor preparados para enfrentar tsunamis e tempestades.
Podemos alisar os cabelos, ficarmos horas diante do espelho, ou sonhar com saídas absurdas para nossos problemas. Mas eles, os problemas, vão e voltam. Por isso necessitamos fortalecer nossas defesas. Que tal um bom livro na cabeceira da cama, em vez de caixas de remédio em cima da cômoda?
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Uma luz colorida baixou. pensei: é hoje! Um sinal, talvez, de que pertenço a um mundo melhor, onde ninguém morre antes da hora, as criança...
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