sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Aiaiai


Fu-ra-fu-ra-fu-ra-dei-ra
bebê chora uiva cão
minha rua sal-ta-e-gri-ta
sai de perto vem dra-gão!
de algum lugar
a mons-tra-bro-ta
mas ela passa...
e nem-me-no-ta?!
ai-ai-ai...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O que passou, passou? - Paulo Leminski



Antigamente, se morria.
1907, digamos, aquilo sim
é que era morrer.
Morria gente todo dia,
e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
que o Juízo, afinal, viria
e todo o mundo ia renascer.
Morria-se praticamente de tudo.
De doença, de parto, de tosse.
E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
lá se ia nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
Dia de anos, casamento, batizado,
morrer era um tipo de festa,
uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
que deixava aquilo mais ou menos.
Tinha coisas que matavam na certa.
Pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal curado.
Tinha coisas que têm que morrer,
tinha coisas que têm que matar.
A honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
a não ser pegar pneumonia,
e virar fotografia?
Ningém vivia pra sempre.
Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
Quem mandou não ser devoto
de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
Agora, vamos ao testamento.
Hoje, a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
Agora, a morte tem limites.
E, em caso de necessidade,
a ciência da eternidade
inventou a crônica.
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Feira do livro de Ijuí e Cidadania


Programete Papo cidadão 05/11/2012- Américo Piovesan


http://www.cidadaniaparatodos.com/publicacao-430-Programete_Papo_cidadao_05_11_2012-_Americo_Piovesan.fire

Espaço Literário - E. M. F. Tomé de Souza


Neste ano o Espaço Literário contou também com a presença do professor Américo Piovesan, escritor e patrono da Feira do Livro.


A Escola Municipal fundamental Tomé de Souza, realizou no dia 1؟ de novembro o 3º Espaço Literário que é um momento de encontro com a literatura, o qual tem como objetivo incentivar os alunos à leitura.
A culminância deste evento aconteceu através da apresentação e sistematização de algumas leituras realizadas durante o ano letivo com alunos de Pré a 8ª série.
Houve grande envolvimento tanto dos professores quanto dos alunos que enceram histórias, poesias e músicas.
Neste ano o Espaço Literário contou também com a presença do professor Américo Piovesan, escritor e patrono da Feira do Livro.
O escritor contou histórias e recitou poesias aos alunos do quinto a oitava série, em sua fala destacando sempre a importância da Leitura.
http://www.ijui.com/noticias/educacao/41772-escola-tome-de-souza-realiza-3o-espaco-literario

Ninguém sabe o que é um poema - Ricardo Azevedo





Ninguém sabe o que é um poema
Se é solução ou problema
Se pretende ser um lema
Se imita o canto da ema

Ninguém sabe o que é um poema
Se vira e mexe é esquema
Se finge ou tem um dilema
Se às vezes vai so cinema

Ninguém sabe o que é um poema
Se morde, xinga e blasfema
Se é perfume de alfazema
Se gosta de teorema

Ninguém sabe o que é um poema
Se é a seca em Borborema
Se é a praia em Ipanema
Se é a fome em Diadema

Ninguém sabe o que é um poema
Se mata como enfisema
Se prende feito uma algema
Ou se é medida extrema

Ninguém sabe o que é um poema
Se é só palavra sem tema
Se é uma arte suprema
Ou se é mero estratagema.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Participações especiais - Bah! Produção Cultural




Como toda entidade cultural que se preze, nós da Bah! Produção Cultural não podíamos ficar de fora da 23ª Feira do Livro Infantil do SESC e 20º Feira do Livro de Ijuí.
Como meta de nossa entidade, queremos participar ativamente dos eventos culturais do município, ora divulgando, ora trabalhando de forma efetiva. 
E nesta edição da feira, iniciamos nossos trabalhos com a cobertura do lançamento dos livros dos autores Américo Piovesan, Dieison Groff, Lucênio Arno Schultz e Geraldo C. Coelho e também com a participação especial do músico e professor de Educação Musical da Escola IMEAB, Jair Gonçalves, grande colaborador e um dos fundadores do projeto Bah! Produção Cultural.
Com excelência em seu trabalho como músico, Jair nos brindou com grandes clássicos da música brasileira e músicas nativistas, demonstrando todo o seu talento ao público presente.
Outra participação do músico foi o acompanhamento musical na declamação dos poemas do autor Américo Piovesan.

Sossego


Desde que roubei seu beijo
nunca mais ganhei sossego!

Original

Aniversário, dois dias reunindo amigos, churrasco, bebida, muitos planos com meu amor, debates sobre o que fazer para salvar a humanidade. ...