terça-feira, 23 de novembro de 2010
Autoapresentação - Elias José
Sou o poeta João,
cheio de sonhos e pesadelos
e medos e coragem.
Tenho os olhos abertos, espertos
para olhar o céu, o mar, a montanha
e todas as cores que a vida tem.
Tantos me tocam as cores da natureza
como os olhos das garotas.
Tenho os ouvidos atentos
para a música, os ruídos todos
e a sonoridade dos sorrisos
e dos nomes de mulher.
Com os íntimos ou escrevendo
sou falante, elétrico como um grilo.
Quando enfrento o desconhecido
sou caracol encolhido em minha casca-casa.
Sou alegre e sou triste,
sou poeta em projeto.
Acho que o poeta é um cara-de-pau
que se joga todo sem redes,
sem máscaras e sem olhos escuros.
É um ser que bota fogo no gelo
e espera um incêndio amazônico.
Para isso vivo e me preparo...
Como só tenho quinze anos,
estou ainda atiçando chispas.
Se uma chamazinha explodir,
se um verde minúsculo brotar
do azul do meu poema,
se o diálogo quebrar a indiferença,
valeu.
do livro Cantigas de adolescer.
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