sábado, 13 de dezembro de 2025
Um velho cão também precisa de cuidados
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
A saudade está sempre por perto
Você esbanjou coragem e audácia,
correu atrás de atividades esportivas
e alimentação saudável, está
envelhecendo
e percebe que é hora de se cuidar.
Isso vale, dizem, para o amor, os
negócios,
planos e desejos.
O poeta Zé levantou voo e
transcendeu.
Não sabemos até que ponto desejava
partir.
Deixou entre nós um punhado de cinzas:
delicadas, dóceis, embaladas e
disponíveis para amigos e familiares,
e punhados de poemas com palavras cheias
de reticências
e frases pela metade, que continuam
gritando:
- Recolham e publiquem minhas alegrias e lamentos
rabiscados em guardanapos nesses bares da vida.
Eles não podem virar cinzas!
O lugar pra onde se mudou deve ser
menos sofrido
e, daqui, aguardo suas novidades.
Meio esquisito, cruzo pelo Sabiá, o João-de-barro
e o cachorrinho, na rua, e eles me
perguntam:
- Por que você anda tão triste?
Nenhuma filosofia ou manual do luto -
com ou sem prazo de validade -
vai acalmar as repetidas ondas cósmicas
que arrebentam
nas areias do A. Texas, indagando:
- Por quê? Por quê?
A saudade me acompanha.
Passo diante da casa do poeta e
constato: ela também virou pó.
Retiraram janelas, portas, telhado,
paredes... e uma enorme retroescavadeira
e caminhões limparam tudo, deixando
apenas um terreno
à espera de um novo lar.
Tudo passa, tudo se renova e se
transforma, até o esquecimento?
Deixarão de pensar em nós, logo
depois que partirmos?
Meu consolo é acreditar que agora o
Zé vai ditar seus poemas
para algum pequeno príncipe
embriagado, de um planeta qualquer.
“Se a única coisa
que levamos é aquilo que vivemos,
vou me esforçar
para viver aquilo que quero levar”
(Gabriel Garcia Márques).
(Pensamentos & poemas espirituosos)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
Quem espera sempre alcança
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Dois pra lá, dois pra cá
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Ainda tem salvação
domingo, 2 de novembro de 2025
Nosso amor é feito mel
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Um dia normal
terça-feira, 28 de outubro de 2025
A dona me ajuda a atravessar o rio
Hoje me preparou um incrível café da manhã
servido na cama.
Cheia de disfarces, talvez vista roupa de enfermeira, cuidadora,
professora de meditação - ou, quem sabe,
seja analgésico, antialérgico, antibiótico ou anti-inflamatório
me bombardeando até afugentar vírus e bactérias que me atacam
nesses becos enredados por boates e bares ferventes.
É necessária e oferece sobrevida a quem for esperto
ao cruzar o seu caminho -
mas com ela nunca se é esperto.
Não no seu tamanho.
Ainda não pirei, apenas saí de mim algumas vezes.
Mas a maturidade penosa
e certas mulheres bem-intencionadas
pedem que eu abandone os maus hábitos.
Fujo das garotinhas dos traficantes,
e a cada manhã juro pra mim mesmo
que vou encarar novas rotinas -,
mas um ciclone desaba em minha alma
quando tele-entregas voam pelas ruas,
e estômagos ansiosos aguardam o xis-bacon e a pizza,
e farmácias de pernas abertas invadem madrugadas,
e ambulâncias chegam rápido,
e tudo o que preciso é manter o controle,
mas tudo o que faço é perdê-lo.
O medo ronda e espreita.
Eis que é chegada a hora:
Dona - aquela que vai apanhar minha mão
e me conduzir até o misterioso barquinho
para atravessar o último rio -
se aproxima cada vez mais,
e já escuto os seus sinais.
Chama-me com labaredas poéticas:
- Deve ser terrível, Palermo,
percorrer as romarias desse teu mundinho,
e teus olhos enxergarem apenas retângulos,
esferas e quadrados, num horizonte povoado por edifícios,
rodas de carros e motos...
Garoto, teu planetinha anda sofrível -
parece um aquário cheio de anúncios!
Vem... Vem comigo!
Dona veste minissaia e, num salto alto,
é a criatura mais linda da cidade.
Metamorfoseia-se do jeito que quiser:
loira, morena, jovem, meia-idade,
bruxa, feiticeira, musa, vilã...
Apresenta-se como se fosse da casa -
e é da casa, como os loucos amores
de outros tempos.
Se é morte ou se é vida,
não sei.
Só sei que me chama pelo nome.
Eis o derradeiro desafio:
decifrá-la, antes que me devore.
Ela ri do meu drama
e pede um último gole.
- Relaxa, Palermo,
ninguém controla nada mesmo.
E eu - meio tonto, meio lúcido -
penso que, se for pra atravessar o rio,
que seja dançando.
(B. B. Palermo)
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Viagem ao fim da noite
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
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quinta-feira, 9 de outubro de 2025
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